Impossível não ser tocada por essa música, especialmente nessa versão. Aliás, a versão da Elis também é belíssima, mas a combinação dessa versão que postei, de voz e violão, faz dela a minha versão preferida, principalmente pra quem realmente traz o peito tão marcado de lembranças do passado. Mas só alguns sabem a razão.
sábado, 8 de setembro de 2012
Embalando a insônia
Impossível não ser tocada por essa música, especialmente nessa versão. Aliás, a versão da Elis também é belíssima, mas a combinação dessa versão que postei, de voz e violão, faz dela a minha versão preferida, principalmente pra quem realmente traz o peito tão marcado de lembranças do passado. Mas só alguns sabem a razão.
Le petite
"Anos depois da guerra, depois dos casamentos, dos filhos, dos divórcios, dos livros, ele foi a Paris com a mulher. Telefonou-lhe. Sou eu. Ela reconheceu a voz. Ele disse: queria apenas ouvir sua voz. Ela disse: sou eu, bom dia. Ele estava intimidado, com medo, como antes. Sua voz começou a tremer de repente. E, com esse tremor, subitamente ela reencontrou o sotaque da China. Ele sabia que ela começara a escrever, soubera pela mãe, com que se encontrou em Saigon. E também sobre o irmãozinho, ficara triste por ela. E depois não soube mais o que dizer. E depois lhe disse. Disse que continuava como antes, que a amava ainda, que jamais poderia deixar de amá-la, que a amaria até a morte."
(O Amante, Marguerite Duras, com um dos finais de livros que mais me faz chorar. Na foto, imagem do filme baseado no livro, e tão bonito, tão triste quanto...)
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