"Os
amigos. Entrariam por uma casa em chamas para nos salvarem. Mentem por
nós à nossa própria mãe. Sabem de nós mais do que somos capaz de lhes
dizer. Jurariam que à hora do crime estávamos a tomar chá com eles.
Mesmo que a polícia nos encontrasse com as mãos cheias de sangue. 'São
rosas, senhores. Andei com ela toda a tarde a cortar rosas, senhores.
Sangue de espinhos, senhores.'
Eles
exigem-nos coisas de nada. As nossas lágrimas. O nosso lenço de assoar.
A pele dos nossos inimigos. As batatas fritas do nosso bife. A nossa
melhor roupa, por uma noite. Exigem-nos tudo o que nos dão. É preciso
regá-los regularmente: é nos ombros deles que cai toda a água dos nossos
olhos. Eles espevitam-nos o sentido de humor quando menos nos apetece. E
depois ficam conosco quando as luzes se apagam e toda a gente se foi
embora. Só aos amigos é dado o espetáculo da nossa miséria."
Lembrei-me desse trecho do livro A Instrução dos Amantes, da fantástica Inês Pedrosa (recomendo esse e muitos outros da escritora) enquanto via fotos minhas com algumas amigas, em especial, as melhores amigas.
Freudiana que sou, assim como ele, não acredito em atos falhos ou coincidências da mente: acredito no nosso inconsciente se comunicando com nosso consciente para nos lembrar daquilo que não foi esquecido. E em meio a tantas flutuações emocionais, relembrar a importância e o significado da verdadeira amizade serve como o porto para um barco já fatigado de navegar nas ondas de um mar instável, no qual os outros amores também navegam de forma imprecisa, também em busca de um cais.
E enquanto esse cais não surge, é fundamental saber que pode-se lançar nossa âncora no porto das amizades, essa espécie de amor que nunca nos nega ancoradouro.
Quadro de Edgar Degas
Lembrei-me desse trecho do livro A Instrução dos Amantes, da fantástica Inês Pedrosa (recomendo esse e muitos outros da escritora) enquanto via fotos minhas com algumas amigas, em especial, as melhores amigas.
Freudiana que sou, assim como ele, não acredito em atos falhos ou coincidências da mente: acredito no nosso inconsciente se comunicando com nosso consciente para nos lembrar daquilo que não foi esquecido. E em meio a tantas flutuações emocionais, relembrar a importância e o significado da verdadeira amizade serve como o porto para um barco já fatigado de navegar nas ondas de um mar instável, no qual os outros amores também navegam de forma imprecisa, também em busca de um cais.
E enquanto esse cais não surge, é fundamental saber que pode-se lançar nossa âncora no porto das amizades, essa espécie de amor que nunca nos nega ancoradouro.
Quadro de Edgar Degas

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